Home / Lifestyle  / Ler os rótulos – como se faz e o que é importante?

Ler os rótulos – como se faz e o que é importante?

É essencial sabermos quais ingredientes estamos consumindo, mas, apesar de todos estarem na embalagem dos alimentos, muitas pessoas não sabem ler os rótulos. Então confere o post que a nutri Caroline Sangalli escreveu explicando tudo sobre

a

É essencial sabermos quais ingredientes estamos consumindo, mas, apesar de todos estarem na embalagem dos alimentos, muitas pessoas não sabem ler os rótulos.
Então confere o post que a nutri Caroline Sangalli escreveu explicando tudo sobre o assunto:
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) controla a rotulagem dos alimentos com o objetivo informar ao consumidor sobre a especificação correta de quantidade, composição, qualidade e validade de um produto em determinada porção, baseadas em uma dieta de 2000 calorias (lembrando que 2000 calorias é uma média populacional, as calorias diárias recomendadas dependem do peso, idade e altura, podendo ser maior ou menor).
Ok, entendemos de onde vem esse controle e essas regras…

 
Aí você chega na prateleira do supermercado para pegar um item “X”. Muitas marcas, muitas propagandas, sem (ou com) isso, sem (ou com) aquilo, e você acaba pegando a de menor preço ou a marca mais conhecida. E eu vou te contar: essa talvez não seja a melhor escolha.
SOCORRO, o que então é importante para escolher o produto mais saudável?
Lista de ingredientes – É padrão que a lista traga o ingrediente de maior quantidade no produto em primeiro lugar. Abra o olho! Achocolatados em pó “light” muitas vezes apresentam o açúcar como primeiro item da lista. Vale a pena? Não.
Atenção também para produtos químicos em excesso, como conservantes, espessantes, corantes, acidulantes – normalmente um monte de nomes que não entendemos. Esses produtos não são naturais e em excesso podem causar doenças e alergias.
Se o alimento contém glúten ou não, é uma informação que constará, obrigatoriamente, no rótulo.

Data de validade e de fabricação – Quanto MAIOR for a validade do seu produto, MENOR será a quantidade de nutrientes que ele terá desde sua coleta ou produção.
Calorias POR porção (em g ou ml) – Na maioria das vezes os valores nutricionais não correspondem ao alimento inteiro. Exemplo: um pacote de bolachas com 90g pode conter uma tabela nutricional baseada em uma porção de 30g. Se a consumidor não está atendo, vai consumir todos aqueles valores x 3.
Nos rótulos também constam as medidas caseiras (porção, fatia, copo…), a fim do consumidor entender a porção da melhor forma, já que nem todos têm balança em casa.
%VD – A sigla significa Valor Diário. É a quantidade de calorias e de nutrientes que o alimento apresenta em relação às 2.000kcal. MUITO importante: normalmente valores de Sódio chamam bastante atenção nos rótulos, especialmente em alimentos prontos para consumo – se você ver um produto que apresente 80% de VD de sódio, por exemplo, CORRA dele – este produto fornece quase 100% do que você precisa por dia (e se considerarmos que nem todos precisam de 2000 calorias – CORRA mesmo). O sódio é importante para o organismo – mas não em excesso.

Gorduras totais – O consumo deve ser moderado. Não adianta um produto ter menos calorias, mas muita gordura. É o caso do chocolate diet. Tira-se o açúcar e coloca-se mais gordura na tentativa de manter o sabor. Vale a pena? Apenas para quem realmente não pode consumir açúcar (Diabéticos, por exemplo).
Gorduras Trans – Produtos que levam gorduras vegetais hidrogenadas na preparação – alguns salgadinhos, sorvetes, margarinas… A gordura trans não tem função no organismo e, pior, aumenta as chances de problemas no coração. Segundo a Anvisa, para não prejudicar a saúde o ideal é consumir no máximo 2g de gordura trans por dia.
Gorduras Insaturadas – No rótulo, ela aparece de duas formas: monossaturada (no azeite, por exemplo) e poli-insaturada geral, castanhas, nozes, amêndoas, peixes e abacate). A gordura destes alimentos ajuda a elevar o HDL, o bom colesterol.
 Fibras alimentares – Elas estão principalmente presentes em alimentos de origem vegetal (frutas, verduras, feijões e alimentos integrais), promovem saciedade e bom funcionamento do intestino. Uma boa dica é analisar os carboidratos do rótulo – se o produto tiver mais de 6g de fibras a cada 100g de carboidrato, é uma boa escolha.
E aí, ficou mais claro ler os rótulos?
*texto escrito pela nutricionista Caroline Sangalli

[email protected]

Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

Visão geral da revisão
SEM COMENTÁRIOS

Desculpe, o formulário de comentários está fechado neste momento.