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Sexualidade e autoestima: uma relação íntima

Felizmente, cada vez mais as mulheres reivindicam sua liberdade sexual e o direito ao próprio prazer. Quem cresceu durante as décadas anteriores a 2010, viveu a época em que todas as revistas femininas falavam muito

Felizmente, cada vez mais as mulheres reivindicam sua liberdade sexual e o direito ao próprio prazer. Quem cresceu durante as décadas anteriores a 2010, viveu a época em que todas as revistas femininas falavam muito mais de performance e de agradar o outro do que de orgasmo feminino, né?


Bom, superar isso é uma enorme vitória para nós! Tivemos avanços muito grandes e, hoje, boa parte das mulheres entende que sua satisfação é também prioridade.


Boa parte desses avanços se deve ao autoconhecimento, ao ato de pegar o espelho e olhar a própria região íntima – olá, vulva! -, ao romper o tabu da masturbação. Porém, será que a autoestima acompanhou nessa mesma crescente? As mulheres se sentem seguras e felizes em seus corpos, exatamente da forma que são?


Temos uma certa falta de referências de corpos diversos e reais. Como consequência, mulheres e meninas – cada vez mais novas – vêm sentindo o peso das pressões estéticas, até mesmo em relação a aparência da própria vulva. Isso acontece principalmente por não saberem que as variedades infinitas de formatos, tamanhos e cores são, na verdade, a norma! E a pergunta é: até que ponto a liberdade realmente é real e está sendo aproveitada?


Será que não estamos recebendo “pré-requisitos” demais para nos sentirmos verdadeiramente merecedoras de sentir prazer e viver uma sexualidade plena?


Quando falamos em sexualidade feminina, autoestima é parte indissociável. Isso significa que procedimentos estéticos jamais devem ser uma possibilidade? Não! Significa que devemos ter a oportunidade de ver nosso corpo com maior carinho e explorar suas potencialidades únicas antes de buscarmos “adequá-lo” a padrões ou metas para nos sentirmos merecedoras.


Esse afeto com si mesma é uma construção. Não vem pronto, não tem fórmula mágica, e nem sempre é um caminho linear e fácil, sem obstáculos. Mas acolher esse processo e priorizar essa autovalorização todos os dias é transformador. Em vez de enxergar “defeitos”, explorar possibilidades. Te garanto: vale muito a pena. O resultado? Muita autoconfiança para usufruir de uma sexualidade positiva e prazerosa! Faz sentido para você?

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Educadora menstrual, empreendedora social cofundadora da Escola da Menstruação e bióloga e professora de formação. Também é criadora da Diga Vulva, onde escreve e cria conteúdo sobre saúde, ciclos femininos e sexualidade. Acredita no poder do autoconhecimento e na visão positiva do corpo feminino. | @digavulva

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