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Intolerância à lactose

Será que é mesmo? Outros problemas podem surgir causados pelo consumo do leite, sendo que a intolerância à lactose é somente um deles!A nutri Maribel Melos nos explicou mais sobre o assunto e sobre como

Será que é mesmo? Outros problemas podem surgir causados pelo consumo do leite, sendo que a intolerância à lactose é somente um deles!
A nutri Maribel Melos nos explicou mais sobre o assunto e sobre como a lactose nem sempre é a vilã da história:

A intolerância à lactose é um problema comum atualmente. Porém, nem todas as pessoas tem seus problemas resolvidos com produtos #lacfree. Isso porque nem sempre a LACTOSE é o problema! As proteínas do leite causam reações no sistema imunológico de muitas pessoas, tendo ou não diagnóstico de intolerância à lactose. Entenda:

A lactose é o açúcar, o carboidrato do leite. Quando a produção da enzima que digere a lactose (chamada de LACTASE) é deficiente ou inexistente, chamamos de INTOLERÂNCIA À LACTOSE. Sem a enzima, ocorre a fermentação da lactose, causando sintomas como formação de gases, cólicas, estufamento, dores intestinais, mau hálito e até diarreia. Nesse caso, não há intermediação do sistema imunológico.

Porém, o leite é um alimento complexo, constituído por uma mistura de várias substâncias além da lactose: gorduras, vitaminas, minerais e proteínas, como a caseína, a lactoalbumina e a lactoglobulina. O organismo humano tem dificuldade de digerir as proteínas do leite de vaca. Quando esse processo não ocorre de forma adequada, respostas imunológicas são desencadeadas e levam ao desenvolvimento de ALERGIAS.

Diversos estudos já demonstraram existir mais de 25 frações proteicas alergênicas em leite de vaca. As mais relacionadas são a caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina. Quando o problema é com as proteínas, as reações envolvem o sistema imunológico, e pode gerar sintomas gastrointestinais, respiratórios, dermatológicos, neurológicos, entre outros.

É muito comum o diagnóstico em bebês, que costumam ter reações mais expressivas e imediatas. Nesses casos, as mães são orientadas e retirar o leite e derivados da dieta. Se estiverem amamentando, a dieta deve ser feita pela mãe, pois tais proteínas são transmitidas via leite materno. Mas esse problema não atinge somente crianças! Muitos adultos têm o que chamamos de alergia tardia ou escondida, ou sensibilidade à proteína do leite de vaca. As reações não são imediatas, podem ocorrer até 72h depois do consumo do alimento (o que dificulta o diagnóstico), e são diversas: desde problemas na pele, dificuldades respiratórias, constipação, retenção de liquidos e até dores de cabeça. Nesses casos, os produtos acrescidos da enzima lactase não são efetivos, uma vez que não atuam na melhora da digestão da fração proteica do leite.

Felizmente, com o aumento da procura por produtos livres de leite de vaca (pelo público vegano, especialmente, que cresce cada vez mais), já há muitas opções no mercado de substitutos aos lácteos (leites, iogurtes e até queijos vegetais), além de muitas receitas difundidas em sites, blogs e redes sociais.

*Texto escrito pela Nutricionista Clínica Funcional Maribel Melos

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Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

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