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Alimentação consciente: vai além de saber o que você come

Você sabia que a alimentação consciente vai além de saber o que você come? A psicóloga especialista em transtornos alimentares Aline Bendolive fala sobre o assunto no texto que escreveu para o site.   O ritmo de

Você sabia que a alimentação consciente vai além de saber o que você come? A psicóloga especialista em transtornos alimentares Aline Bendolive fala sobre o assunto no texto que escreveu para o site.
 

O ritmo de vida que levamos atualmente faz com que realizemos as tarefas do dia a dia de maneira automática, provocando que sequer lembremos de tê-las realizado. Se trata de um fenômeno de atenção chamado ¨lacuna temporal¨, no qual não prestamos atenção a outros acontecimentos enquanto realizamos uma tarefa de maneira automática.
Podemos dizer que algo parecido acontece quando comemos rapidamente.
 
Mas, por que deixamos de prestar atenção e como isso afeta nossos hábitos alimentares?
Num primeiro lugar deixamos de prestar atenção aos alimentos como eles são: sabores, cores, texturas, … toda essa explosão dos nossos sentidos influencia na sensação de saciedade e por tanto prescindir deles faz com que comamos maior quantidade de comida do que comeríamos se fizéssemos de maneira consciente.
Por outro lado, atuar de maneira automática nos impede de gestionar adequadamente os motivos que nos levam a comer e podemos confundir a sensação de fome dando lugar ao ¨comer emocional¨. Comer emocionalmente implica gestionar nossas emoções através da comida.
O ato de se alimentar deixa de ter valor por si e a importância radica no efeito que buscamos com esse ato de comer: aliviar um mal estar ou celebrar uma emoção. Frequentemente se associa o comer de forma rápida e automatizada sem prestar atenção aos alimentos nem aos sentidos.  
O que podemos fazer para comer de maneira mais consciente? Em primeiro lugar, devemos identificar se existe um  componente de ¨comer emocional¨. Por outro lado, se é ¨fome real¨ podemos fazer uso dos tipos de fome que se diferencia no ¨Mindful eating¨: fome visual, fome tátil, fome olfativa, fome de boca, fome auditiva, fome estomacal, fome de coração, fome celular ou do corpo e fome mental. Reconhecer cada tipo de fome com o alimento que vamos ingerir e saciar nosso sentido ou órgão correspondente nos ajudará a sentirmos mais satisfeitos e gestionar melhor a sensação de saciedade. Para isso devemos conectar com nossos sentidos e identificar as diferentes sensações que o alimento em si nos produz. Tomar consciência no momento presente sobre o ato de comer aumentará nosso controle interno.
Texto escrito pela psicóloga especialista em transtornos alimentares Aline Bendolive.

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Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

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