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África do Sul

  A África do Sul é um país incrível! Com uma diversidade de paisagens, climas, pessoas, cores e comidas! Sabe aquela viagem para fazer com a família toda mesmo que cada um tenha uma preferência? Cidade, praia,

 
A África do Sul é um país incrível! Com uma diversidade de paisagens, climas, pessoas, cores e comidas!
Sabe aquela viagem para fazer com a família toda mesmo que cada um tenha uma preferência? Cidade, praia, montanha, Vales, Floresta… tem de tudo, e todos os cantinhos são encantadores!!! Viajei com a minha família e nós amamos.
Aqui vai um roteiro que recomendo fazer. Montei após a viagem, então excluí alguns passeios e situações as quais acho que não vale você perder tempo fazendo. Quando eu for novamente, farei exatamente isso!

Bairro Soweto

Dia 1: Chegada em Joanesburgo pela manhã. Fizemos o Apartheid Museum e Mandela Square. A cidade não é imperdível, mas já que tínhamos o dia todo, optamos por essas atrações e foram bacaninhas.
 

Apartheid Museum

Mandela Square

O bairro de Maboneng é super legal, mas só tem atrativos no sábado e domingo. Durante a semana achei bem abandonado, nada demais para explorar. Se você, como nós, irá decidir onde dormir só no caminho da Garden Route, ter internet é uma boa!
Então aproveite o Mall do Mandela Square para comprar o seu chip e carregar o seu celular. Confesso que não é todo lugar que tem wifi e isso atrapalha a viagem! Pegamos o da Vodacom que custou R20 do chip + R149 de 1Gb e R249 de 2Gb.
A minha sugestão é que você não perca mais de um dia (talvez apenas o da chegada, nessa cidade), vá direto encantar seus olhos pela Garden Route!! Outra dica é pegar um vôo direto para Capetown e fazer o trajeto contrário.
 
Dia 2: Pegamos um vôo até Port Elizabeth, onde passamos duas noites. A minha sugestão é chegar no aeroporto, alugar um carro e ir para Jeffrey’s Bay, praia onde acontece uma das temporadas de campeonato de surf. Lá que o surfista profissional Mick Fenning foi atacado por um tubarão, episódio que passou ao vivo na TV, enquanto surfava sua bateria! Dormir lá, curtir a praia, os restaurantes e cafés, a vibe da cidade que lembra muito Huntingto Beach, na Califórnia!

Port Elizabeth

Port Elizabeth não tem nada demais, poucos atrativos e bonito mesmo é de Jeffrey’s Bay em diante! Viagem de uma horinha, que vai proporcionar belezas naturais muito mais encantadoras do que Port Elizabeth.

Jeffrey´s Bay

Dia 3: Seguindo viagem, a primeira parada após Jeffrey’s Bay é a reserva natural de Tsitsikamma. Tente se hospedar no parque, as cabanas são charmosas e muito bem localizadas. Há algumas trilhas para fazer, churrasqueiras espalhadas no gramado na beira da praia, é possível alugar bike e a paisagem é lindíssima!! Fizemos a trilha das pontes suspensas de uma hora e vale a pena! Também pode-se acampar ou estacionar o motorhome no parque, nos locais indicados. A entrada custa R216 por pessoa. Nós seguimos viagem e nos hospedamos em Plettenberg. A praia é maravilhosa, vista incrível, mas a cidade é vazia e os lugares fecham super cedo. Antes de chegar em Plett paramos em uma fazendinha de chorar de tão incrível!!!!

Tsitsikamma

Pontes suspensas do Tsitsikamma

Eles chamam de Farm Store e é uma das 10 mais legais da Garden Route! O leite é da vaquinha que vive solta, a manteiga e os ovos são do local, tudo produzido ali, comida maravilhosa e lanches deliciosos. A cozinha fecha as 16:30 em ponto! Aproveitamos para comprar uns snacks, queijos deliciosos, pães e biscoitos para comer no caminho.
 
Dia 4: Em Plett tem um parque chamado Roberg! É uma reserva natural encantadora de onde podemos ver baleias e muitos, mas muitos leões marinhos. Há 3 trilhas para fazer: de 1km, de 5km e de 9.2km. Finalizamos a trilha de 5km em duas horas de caminhada por um percurso fácil de transitar, mas com muitos degraus! Quem fizer a trilha de 9.2km, que também deve ser linda, precisa chegar no meio do caminho até as 14:00 para dar tempo de voltar sem que a maré esteja cheia. São R40 por pessoa para entrar no parque.

Trilha do parque Roberg

* Dica: leve água e chegue cedo! Por volta do meio dia já estávamos indo para Knysna. Paramos para almoçar no pier do Iate Club, que é bem charmosinho e lembra um pouco o Pier de Santa Monica na Califórnia, mas numa escala bem menor, claro.
Seguimos viagem, paramos em Victoria’s Bay, que na minha opinião é a praia mais linda de todas e eu me hospedaria nela!! Cercada por cliffs e com uma prainha pequena, é parada obrigatória dos surfistas. Acamamos dormindo em Mossel Bay!

Victoria´s Bay

Dia 5: Mossel Bay é uma baía bem ventosa, mas super bonita. Vale a pena chegar na ponta da cidade, onde tem uma Cave com vista linda para o mar. Sugiro que tomem um bom café na The Blue Shed Coffee Roastery. Lá tem uns bolinhos bem gostosos, uma vista super bonita da cidade e você pode comprar grãos de café para levar! Seguimos viagem para as vinícolas!
 
Dia 6: Franschoek e Stellenbosh são as duas cidades que reúnem as maiores vinícolas da África do Sul!! As mais lindas que já vi!!! Indico fazer duas vinícolas: Toraka e Dallaire Graff. Como fecham as 17:00, fizemos uma em cada dia e foi ótimo! Caso queira almoçar em uma delas, reserve!

Vinícolas de Stellenbosh e Franschoek

Vinícola Delaire Graff

 
Dia 7: Pela manhã, fizemos o passeio que leva ao Cabo da Boa Esperança!

Cabo da Boa Esperança

  • Dica 1: Sem dúvida, a melhor forma de ir é de carro!! E façam toda a ida pela estrada que costeia o mar (M4). O mapa sugere duas opções, mas essa é a mais bonita… e desçam pela outra opção (M65 e M66), que é a estrada que aparece no centro do mapa! Quem estiver pesquisando como chegar lá vai entender do que estou falando!
  • Dica 2: Para quem estiver com as pernas bambas de tanta trilha que já fez, pode subir de bondinho! De qualquer forma, a caminhada leva uma meia hora!
  • Dica 3: Vá cedo!!! A fila de carros para entrar no parque só aumenta com o passar das horas!
  • Dica 4: Aproveite o caminho para passar na Praia dos Pinguins!!
  • Dica 5: Respire fundo lá em cima! É considerado um dos pontos com o ar mais puro do planeta!

Depois desse passeio curtimos o sunset na Cliffs Bay Beach e jantamos no Mojo, que é super descolado, rola um showzinho à noite e tem a cara de NY!
Dia 8: Feirinha no Green Square Market, na Long Street pela manhã e fomos ao WATERFRONT, que fica aos pés do Signal Hill, tem um shopping super bom, espaços com lojas ao ar livre, a roda gigante, cafés ótimos, apresentações… é um local bem turístico, mas agradável de ficar. A vista do Porto é linda, também temos uma vista privilegiada da Table Mountain e do mar.

Long Street

Waterfront com a Table Mountain ao fundo

Dia 9: BUS de turismo! Achei bem legal, nosso dia rendeu muito mais por conta disso. O tempo não estava bom então foi a melhor escolha. Eu recomendo! Nunca tinha feito e nas próximas viagens vou procurar fazer! A dica é aproveitar desde cedo, pois o serviço de tour termina por volta das 18:30.
 
Dia 10: Passamos o dia em compras na Green Market Square, na Long Street, depois almoçamos no Mama África, que serve comida típica, mas não gostei muito. Comer carne de avestruz não é minha praia e também achei o tempero enjoativo.
Fomos para a Waterfront, que é super agradável de caminhar e onde tem uma feira linda de artesanato local de muito bom gosto e preços salgados. De lá pegamos um uber que nos deixou no Signal Hill, de onde vimos o por do sol! É lindíssimo!!! Vale muito a pena! Acabamos não conseguindo subir a Table Mountain e a Lion’s Head devido ao mau tempo!

Vista do Signal Hill

Dia 11: Partimos em direção à Joanesburgo de avião, onde pegamos um carro e fomos para o Kruger. Chegamos super tarde e nossa primeira estadia foi fora do parque.
Caso sua chegada também aconteça tarde da noite, o melhor é dormir fora do Kruger. Metade do preço, além do fato dos acampamentos fecharem cedo. Nos hospedamos nas cabanas familiares com cozinha do Skukuza que fecha as 18:00, por exemplo.

Entrada do Kruger Park

Dia 12: Logo cedo já entramos no parque e começamos a ver os animais!! O Skukuza fica a 35km de uma das entradas do parque, trajeto que leva uma hora e meia para ser feito, pois é preciso andar devagar devido aos animais passearem pela pista. É muito tranquilo fazer o safari com seu próprio carro. Mais divertido também!

Mapa que mostra onde é quais animais foram encontrados nos arredores do acampamento

Dia 13: Às 4:30 saiu nosso passeio, o do amanhecer. Vimos carioca animais e os leões! Mas novamente, nada que não possa ser visto fazendo de carro.

  • Dica principal: Leve MUITA roupa, pois nesse horário o frio é de rachar e o carro de transporte é aberto. A atividade dentro do parque é essa, pegar o carro e andar! A cada vez que íamos, gastávamos cerca de 4 a 5 horas passeando! É muito divertido!!

O passeio da madrugada

Mãe, nossa caçadora de leões



Dia 14: Pela manhã, acordamos cedo pois seguiríamos no trajeto de volta à Joanesburgo, onde fizemos as compras que faltavam. Vinho é muito barato e vale a pena colocar na lista! Dormimos perto do aeroporto e embarcamos no dia seguinte, de manhã cedinho, para o Brasil.
 
Eu indico esse roteiro:
Dia 1: Joanesburgo – chegada e passeio na cidade.
Dia 2: Vôo para Port Elizabeth – alugar carro e dormir em Jeffrey’s.
Dia 3: Jeffrey’s Bay – curtir o dia, dormir por lá e seguir para Tsitsikamma, no dia seguinte de manhã cedo.
Dia 4: Tsitsikamma – fazer as trilhas, passeio de bike, churras e dormir por lá. Na Manhã seguinte, seguir para Plett onde tem o Roberg e as 3 opções de trilhas.
Dia 5: Roberg + Knysna + chegar início da tarde em Victorya Bay e dormir lá.
Dia 6: Vinícolas – viagem de 4:30h de Victoria’s Bay até as vinícolas. Passar o dia em Franschoek e dormir em uma das vinícolas ou em um hotel em Stellenbosch! Indico fazer duas vinícolas: Toraka e Dallaire Graff. Como fecham as 17:00, uma pode ser feita no dia seguinte!
Dia 7: Vinícolas durante o dia e seguir para Cape Town antes do pôr do sol para dar tempo de subir na Signal Hill. Ir de carro ou Uber é a melhor opção para quem optou por não fazer a subida a pé! Cape Town fica a 1:30 das Vinícolas.
Dia 8: Cape Town – Cabo da Boa Esperança pela manhã + praia dos pinguins. Final do dia sunset em alguma das montanhas ou nas praias de Cliffs ou Camps Bay.
Dia 9: Cape Town – waterfront + Signal Hill ou Lion’s Head.
Dia 10: Cape Town – Table Mountain.
Dia 11: Sair no vôo da manhã em direção à Joanesburgo, alugar carro e ir para o Safari.
Dia 12: Safari
Dia 13: Safari
Dia 14: Pela manhã, retorno a Joanesburgo.
Dia 15: Vôo de volta para o Brasil.
 
Algumas curiosidade e dicas extras:

  • Muita gente pede carona na estrada mas sempre balançando dinheirinho. Pedindo carona, mas avisando que vão rachar a gasolina.
  • Hospedagem: todas pelo Booking ou Airbnb. Se você nunca reservou em nenhum dos dois, ou seja, é cliente novo, use os códigos a seguir para ganhar 50,00 e 130,00 de desconto na primeira hospedagem!

Airbnb: desconto de 130,00 na primeira estadia acima de 250,00 para quem é cliente novo. (clique aqui)
Booking.com: desconto de 50,00 para quem for cliente novo. (clique aqui)

  • Em Cape Town sugiro que você se hospede próximo a Long Street. Nos hospedamos nesse apartamento na Kloof, esquina com a Long Street e foi ótimo!!! Muito bem localizado e o apê super bom para 4 pessoas.
  • Em Cape Town e Joanesburgo acontecem feiras aos sábados e domingos! Não conseguimos estar presentes nesses dias da semana mas se você puder, faça isso! dizem que as feirinhas e eventos são muito legais.
  • Cape Town: o trânsito é horrível nos horários de pico (7 e 10 direção aeroporto/bairro – centro e 16-19hs sentido centro-bairro/aeroporto). Se seu vôo é no final do dia, o trajeto de 20 minutos pode levar 3 horas. Nosso vôo era 9:30 da manhã e levamos 20 minutos para chegar enquanto a pista contrária estava totalmente parada. E é assim todo dia… não anda mesmo!
  • ALUGUEL DE CARRO: alugue com antecedência pois se ficar para a última hora só restam os menores com porta malas minúsculos ou os mais caros.
  • Wi-Fi: todos os locais que nos hospedamos diziam ter Wi-Fi. 90% deles não pegava direito então aconselho comprar um chip da VODACOM que você vai recarregando.

 

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Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

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