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Exercício em jejum: funciona mesmo? Serve para todos?

Você certamente já ouviu falar de jejum intermitente, mas, muito mais que uma dieta, é uma estratégia (que não é nada simples!). Por isso, nutri Gi Rochemback escreveu um texto explicando mais sobre o assunto: Bem, o

Você certamente já ouviu falar de jejum intermitente, mas, muito mais que uma dieta, é uma estratégia (que não é nada simples!). Por isso, nutri Gi Rochemback escreveu um texto explicando mais sobre o assunto:
Bem, o assunto é polêmico e gera bastante controvérsia. Vamos tentar falar de forma prática como essa estratégia pode ajudar em certos casos. O organismo acumula a energia que ingerimos em excesso em forma de gordura (tecido adiposo) e quando precisamos utilizar essa energia, é esse estoque que será “queimado” para gerá-la, através de um componente da nossa célula chamado mitocôndria, responsável pela respiração celular, ou seja, praticamente uma usina de gorduras.

O princípio do exercício de baixa intensidade em jejum (em torno de 60% da frequência cardíaca máxima) seria aproveitar esse estado naturalmente sem alimentação durante o sono e iniciar a atividade física, portanto, obrigando o organismo a utilizar esse estoque de gorduras! Além disso, existem diversos estudos apontando a melhora daquela usina que citei antes, as mitocôndrias, que durante o jejum aumentariam em número e tamanho.
Essa estratégia é bastante utilizada em diversas modalidades esportivas de ponta, os fisiologistas mais experientes aplicam nos atletas esse protocolo para perda de gordura pré competição, por exemplo.

Porém, como nem tudo que parece simples, realmente é, a prática do exercício em jejum requer cuidadosQuem não está acostumado a ficar longos períodos sem alimentação provavelmente vai se sentir mal, podendo ocorrer tonturas, náuseas e desmaiosO jejum deve ser adaptado aos poucos, progressivamente e isso leva algum tempo!
Além disso, a questão da frequência cardíaca e o tempo de atividade física também devem ser monitorados, a fim de que o exercício seja de baixa intensidade, para que não ocorra perda de proteínas (massa magra) durante a prática. É a gordura que queremos eliminar, e não nossos músculos! Um profissional da área, capacitado, poderá incluir esse treino na tua rotina de exercícios.

E não devo ingerir absolutamente nada durante o exercício jejum?
Qualquer alimento que contenha proteínas, carboidratos ou gorduras irá quebrar o estado de jejum e desqualificar a prática. Adoçantes também podem atrapalhar o jejum, bem como bebidas esportivas, mesmo as sem açúcar!!
Mas alguns itens são muito bem vindos, como um café preto puro, bastante água ou algum cházinho de ervas!!
Após o exercício, a alimentação pode ser imediata, de forma equilibrada e saudável, jamais para “compensar” o período de jejum e sim, alimentar as células e músculos. Proteínas (ovos, whey proteín, iogurtes), carboidratos bons (frutas) e gorduras do bem (sementes oleaginosas) são algumas boas opções para compor um desjejum pós-exercício.
*post escrito pela Nutricionista Clínica (CRN 29315) pós-graduada em Doenças Crônicas e Nutrição Esportiva Giancarla Rochemback
 
 
 

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Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

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