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Dúvidas sobre a Covid-19

Segunda-feira, dia 16 de março, fiz uma live no meu Instagram com a infectologista do Hospital Moinhos de Vento Dra. Tainá Fagundes Behle. Ela respondeu diversas dúvidas sobre o novo Coronavírus, e eu separei algumas

Segunda-feira, dia 16 de março, fiz uma live no meu Instagram com a infectologista do Hospital Moinhos de Vento Dra. Tainá Fagundes Behle. Ela respondeu diversas dúvidas sobre o novo Coronavírus, e eu separei algumas delas para vocês. Olha só!

Por que o Covid-19 é pior que uma gripe comum?
Segundo a doutora, as pessoas costumam associar gravidade com mortalidade, mas o novo Coronavírus mostra que isso não tem tanta relação. O vírus tem uma mortalidade baixa para a população jovem e saudável e torna-se mais perigoso para pessoas no grupo de risco, como idosos e doentes. Entretanto, o que faz com que a doença seja muito grave é a sua taxa de transmissão alta e rápida: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para aproximadamente três pessoas, o que faz com que o Covid-19 tenha um enorme potencial de epidemia com um grande impacto social. 
Qual é o período de incubação?
A Dra. Tainá enfatizou que todos os estudos ainda são muito novos, mas, a princípio o período de incubação fica em torna de 5 e 14 dias. Ou seja, a doença pode ficar no organismo por todo esse tempo sem se manifestar.
Quanto tempo ele dura em superfícies?
Em relação a superfícies, não se sabe se existe um impacto maior de transmissão, mas é previsto que o vírus dure em torno de 3 dias. Por isso, é extremamente importante fazer a higiene dos locais com muita frequência. Outras dúvidas que a doutora esclareceu foram que trocar de roupa não ajuda e abrir mercadorias da China é seguro. 
Álcool em gel ou água e sabão? O que é mais eficaz?
Em relação à eficácia do álcool em gel, a Dra. Tainá disse que é preciso cuidar se ele é no mínimo 70% e que a limpeza com água e sabão é igualmente eficaz. O mais importante é higienizar as mãos, os dedos e os pulsos adequadamente. A qualidade dos produtos (caros ou baratos) não importa, mas, neste momento, não é recomendado fazer misturas caseiras.
Existem curas caseiras para aumentar a imunidade?
A infectologista explicou que curas caseiras não fazem diferença. Ela disse que não existem métodos diretos de aumentar a imunidade. É verdade que pessoas saudáveis são menos suscetíveis a doenças graves, mas não existem curas milagrosas. 
Quem deve usar máscaras?
As máscaras são divididas em dois tipos. A máscara cirúrgica simples deve ser utilizada  por pessoas que possuam sintomas respiratórios. Já os médicos, devem utilizar uma máscara mais grossa. A população sem sintoma não tem necessidade de usar máscara, pois ela só tem benefício se usada adequadamente, e não deve usar por uma questão social: não tem para todo mundo, e é importante deixar para quem realmente precisa. 
É necessário mesmo ficar em casa?
A doutora recomendou que, quem puder ficar em casa e fazer home office, fique. É uma contribuição para a saúde pública. Já quem não pode e precisa fazer uso de transporte público, deve higienizar muito bem as mãos antes e depois de tocar em alguma superfície e tomar o cuidado de não levá-las ao rosto. Pessoas que voltaram de viagens da Europa e dos Estados Unidos precisam ficar em casa, e quem possui sintomas não deve frequentar locais públicos. É importante não criar pânico, mas a população precisa ter bom senso. 
Gestantes fazem parte do grupo de risco?
Em relação às gestantes, a Dra. Tainá disse que os estudos demonstram que não existem complicações se nem casos de transmissão para os bebês, entretanto, é muito cedo para ter certeza. Quem quiser amamentar, pode amamentar normalmente utilizando medidas de proteção como máscara. Quem não quiser, terá suporte do governo. 
O que fazer agora?
No momento, o mais importante é se organizar socialmente, não estocar e ter cuidado redobrado com quem faz parte do grupo de risco. Por mais difícil que seja, é preciso evitar que as crianças tenham contato próximo com os avós. Por enquanto, não é necessário fazer a suspensão de nenhum medicamento, pois não existem evidências suficientes de que certas medicações fazem mal.
Se todos fizerem a sua parte, podemos combater essa pandemia mais rápido. Tá na hora de se ajudar. Mas sem contato físico, hein!

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Mari Weckerle é arquiteta, gaúcha e especialista em gastronomia saudável! É a Criadora da Plataforma Digital Guria Natureba e curadora da SOW!

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